ACHADO CURIOSO
Pátio da Oost-Indisch Huis
A antiga sede da Companhia Holandesa das Índias Orientais, hoje parte da universidade. Entre no pátio onde funcionou a primeira multinacional do mundo.
O que é
Atravessa-se um portão, segue-se por um pequeno túnel e chega-se a um pátio tranquilo. Este é a Oost-Indisch Huis, a Casa das Índias Orientais. Foi a sede da câmara de Amesterdão da Companhia Holandesa das Índias Orientais, a VOC. Hoje pertence à Universidade de Amesterdão.
É esse contraste que justifica a visita. Nada aqui é barulhento ou encenado. Está-se num pátio calmo de uma universidade e sabe-se que os negócios da companhia eram geridos a partir das salas à volta. Dez ou quinze minutos chegam.
A história da casa
Em 1603, a câmara de Amesterdão da companhia começou a usar parte do Bushuis, um antigo arsenal no canal Kloveniersburgwal, como armazém. Dois anos depois ficou com o edifício todo. Ainda faltava espaço para reuniões e escritórios, por isso foi construído um edifício novo mesmo ao lado. Ficou pronto em 1606 e foi o primeiro edifício feito especialmente para a companhia.
Tinha várias funções ao mesmo tempo: armazém, centro administrativo, escritório e sala de leilões. Aqui reuniam-se os 20 regentes da câmara de Amesterdão. A maioria das reuniões dos Heeren XVII, os Senhores Dezassete que dirigiam toda a companhia, também se realizava aqui. No edifício recrutavam-se as tripulações dos navios, e lá dentro guardavam-se os arquivos e a coleção de mapas da companhia.
A casa foi crescendo com o tempo. Entre 1658 e 1661 foi construída uma nova ampliação. A ala oeste foi alargada em 1663 e 1664, e uma ala norte chegou à rua Oude Hoogstraat. O arquiteto foi muito provavelmente Hendrick de Keyser, o nome mais ligado ao estilo renascentista de Amesterdão.
A companhia foi dissolvida em 1798. Até 1808, o edifício albergou o governo colonial da República Batava. Em 1891, o velho Bushuis ao lado foi demolido, e foi acrescentada uma nova ala leste, de Cornelis Peters, ao longo do pátio. Um restauro em 1976 reconstruiu a grande sala de reuniões. A casa é hoje monumento nacional.
Amesterdão teve também uma segunda casa de companhia. A Companhia das Índias Ocidentais tinha a sua, que pode ver no pátio da West-Indisch Huis, a uma caminhada mais longa pelo centro.
O que ver
Comece pelo portão. Tem pilastras de estilo toscano, colunas planas embutidas na parede. Passe devagar pelo pequeno túnel atrás dele e repare como o barulho da rua desaparece.
No pátio, olhe para cima, para as fachadas. São do estilo renascentista de Amesterdão: tijolo, remates em pedra, janelas altas e um ritmo calmo e regular. Depois procure a ala leste, mais recente, de 1891. A junção entre a construção do século XVII e a do fim do século XIX nota-se facilmente quando sabemos que ela existe.
Tente imaginar o lugar como um pátio de trabalho. Escrivães, marinheiros à procura de embarque e comerciantes a caminho de uma reunião passariam todos por aqui. O pátio é pequeno, o que torna isso mais fácil de imaginar.
É um edifício universitário, por isso fale baixo e fique no pátio.
Antes de ir
- Vá a pé desde a Praça Dam em cerca de dez minutos, pelo centro antigo. O pátio fica entre o canal Kloveniersburgwal e a Oude Hoogstraat.
- É um edifício universitário em funcionamento. O acesso pode mudar, por isso confirme antes de fazer uma viagem só para isto.
- Se puder, vá cedo, antes de os estudantes encherem o pátio entre as aulas.
- Procure o portão com as pilastras e atravesse o pequeno túnel. O pátio abre-se logo a seguir.
- Fique no pátio e fale baixo. O resto do edifício é para estudantes e funcionários.









