ACHADO INSÓLITO
Below the Surface (estação de metro Rokin)
Vitrinas na estação de metro Rokin com achados desenterrados durante a construção da linha: chaves, moedas, brinquedos e uma trombeta do século XVII.
Um museu por onde se passa a caminho do comboio
A maioria das pessoas chega à estação de metro Rokin com pressa. Abrande e olhe para as paredes. Há vitrinas cheias de objetos desenterrados quando a linha estava a ser construída. Chaves. Moedas. Brinquedos. Uma trombeta do século XVII.
A exposição chama-se Below the Surface. É gratuita e demora cerca de um quarto de hora. É um dos poucos sítios onde se vê o que Amsterdam perdeu ao longo dos séculos, e não o que conservou. Nada aqui é grandioso, e é isso que lhe dá encanto. São objetos comuns que alguém teve, usou e deixou cair.
Porque é que o chão devolve coisas aqui
O Rokin segue o traçado do antigo rio Amstel. A cidade cresceu onde esse rio foi represado, e daí vem o nome Amsterdam: uma barragem no Amstel. A Praça Dam fica a pouca distância a pé. Amsterdam começou como uma pequena aldeia de pescadores no século XII e tornou-se um grande porto mundial no século XVII.
O leito de um rio é um bom sítio para encontrar coisas. Os arqueólogos já encontraram objetos neolíticos e romanos no antigo leito do Amstel, por baixo do Damrak e do Rokin. Entre eles há fragmentos de cerâmica campaniforme, com cerca de 4000 anos, e uma mó de granito. As pessoas viviam e trabalhavam nestas margens muito antes de existir uma cidade.
Por isso, quando o metro foi escavado debaixo deste troço, os trabalhadores estavam a atravessar um registo muito longo da vida quotidiana. As vitrinas da estação mostram uma pequena parte dele.
O que procurar
Comece pela trombeta. Um instrumento de latão do século XVII é do tempo da Idade de Ouro, quando a cidade estava no seu auge de riqueza. Tente imaginar quem a tocava e como foi parar ao chão.
Depois olhe para as coisas pequenas. As chaves são a melhor parte. Cada uma abriu em tempos uma porta, um baú ou uma loja, e alguém teve de ir para casa sem ela. As moedas fazem o mesmo efeito. Os brinquedos dizem-nos que as crianças brincavam nestas margens, tal como hoje.
Olhe para cada vitrina com calma. Os objetos são modestos, e os pormenores só se veem quando se pára. Leia as legendas, porque dizem o que é cada objeto.
Se for com crianças, peça-lhes que escolham o objeto que acham que foi perdido há menos tempo e o que acham que é mais antigo. Dá um bom jogo.
Antes de ir
- Vá à estação de metro Rokin, a poucos minutos a pé da Praça Dam. As vitrinas ficam dentro da estação.
- É gratuito. Fique atento às vitrinas quando entrar.
- Vá fora das horas de ponta da manhã e do fim do dia, quando os passageiros enchem as passagens e é difícil parar.
- Reserve cerca de quinze minutos e leia as legendas de cada vitrina.
- Combine com um passeio pelo Rokin. A Mirakelkolom e o muro de pedras de empena ficam muito perto.









