MARCO
Rembrandtplein e as estátuas da Ronda da Noite
A estátua de Rembrandt, rodeada por uma versão em bronze, em tamanho real, de A Ronda da Noite.
Uma praça com o nome de um pintor
A Rembrandtplein é uma praça grande e aberta no centro de Amesterdão, e o homem que lhe dá o nome está mesmo no meio. A estátua é de ferro fundido, sobre uma base de granito cinzento. Na base pode ler-se uma réplica da assinatura dele. Fica ao ar livre, é gratuita e pode ser visitada a qualquer hora. Dez ou quinze minutos bastam.
A praça tem o nome dele porque Rembrandt van Rijn teve uma casa perto daqui, de 1639 a 1656. Essa casa fica a pouca distância a pé, e chegamos lá no fim.
A Ronda da Noite em bronze
Muita gente vem pelas figuras de bronze em tamanho real que estiveram à volta da estátua. Eram uma versão em bronze da pintura mais famosa de Rembrandt, A Ronda da Noite, feita pelos artistas russos Mikhail Dronov e Alexander Taratynov. Apareceram pela primeira vez em 2006, nos 400 anos do nascimento dele. Passados três anos, viajaram para Nova Iorque, Moscovo e Oranienbaum, na Rússia. Em 2012 voltaram à praça, já remodelada.
Eis o que convém saber antes de ir. Segundo as nossas fontes, as figuras foram retiradas a 12 de fevereiro de 2020. A associação de comerciantes local não chegou a acordo com os artistas sobre o aluguer ou a compra. Por isso, não conte em encontrar o grupo. Se as figuras de bronze forem importantes para si, informe-se primeiro no local. A estátua do próprio Rembrandt está sempre lá.
De mercado da manteiga a vida noturna
Antes de ser uma praça, isto fazia parte das defesas medievais. Aqui havia uma porta chamada Regulierspoort. Em 1655, a cidade já tinha crescido para lá dela, e os agricultores vinham vender manteiga, laticínios e aves. O sítio passou a ser o Botermarkt, o mercado da manteiga. Em 1668, a porta já tinha uma casa de pesagem. Todos os outonos havia uma feira, e orquestras de baile e tendas de circo substituíam as bancas dos agricultores.
O mercado durou até 1876. Nessa altura, a estátua, feita em 1852 pelo escultor Louis Royer, foi mudada do canto da praça para o centro, e a praça passou a ter o nome do pintor. A estátua foi fundida numa só peça. É a estátua mais antiga que se conserva num espaço público de Amesterdão.
No início do século XX, a praça tornou-se um centro de vida noturna. Abriram hotéis, cafés e casas de espetáculos nas ruas à volta, e vinham artistas, jovens e operários. O desenho atual, com lajes de granito cinzento, floreiras, árvores e uma pequena fonte, vem de uma renovação concluída em dezembro de 2009.
O que ver
Dê uma volta à estátua e leia a assinatura na base. Depois olhe para cima, para os edifícios. O maior, do outro lado da Utrechtsestraat, foi projetado em 1926 por Bert Johan Ouëndag e Hendrik Petrus Berlage como sede do Amsterdamsche Bank. O banco saiu em 2002. Depois de cinco anos de obras, reabriu em 2011 como edifício de escritórios e lojas, chamado simplesmente The Bank.
O limite da praça tem relva e árvores. Os cafés à volta continuam a velha tradição dos dias de feira e são um bom sítio para se sentar a ver a praça.
Antes de ir
- Os elétricos passam pela Regulierbreestraat e ligam a praça à Dam, à Stopera e à Amsterdam Centraal. Também se chega facilmente a pé desde o centro.
- A praça está aberta dia e noite. Vá de manhã para a ver mais calma. Mais tarde enche-se com o movimento dos cafés e da vida noturna.
- As figuras de bronze da Ronda da Noite foram retiradas em fevereiro de 2020. Se quiser vê-las, informe-se no local antes de ir.
- Tire a fotografia à estátua de frente, com os edifícios antigos nas suas costas. Depois atravesse até aos cafés para ver a praça inteira.
- O Museu Casa de Rembrandt fica a cerca de seis minutos a pé, por isso pode seguir da estátua para a casa onde ele viveu.









